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O CONCEITO DA DANÇA A dança é o movimento do corpo acompanhado ou não de música, de algum tipo parece provir do sânscrito e significa “desejo de vida e movimento”. Sempre praticada tanto por homens como por mulheres, é uma atividade tão antiga quanto o mundo. Procurando na história dos mais diversos povos, encontramos manifestações das mais diversas civilizações através da dança. É utilizada para contar seus feitos históricos (como na civilização hindu); em alguns povos, no intuito de educar em algum sentido; entre os hindus para fins religiosos, sendo também utilizada nos exercícios militares e para controle social. Vale acentuar que a dança sempre existiu nas mais diversas formas tendo duas origens ou classificações bem distintas: a dança religiosa e a dança profana. Podemos afirmar com segurança que a dança nos seus primórdios cunho meramente religioso, sendo usada para evocar os deuses ou as forças da natureza. Muitas vezes a dança tinha tão grande poder dentro de algumas religiões que era colocada como ato principal em alguns cultos, como por exemplo, a dança dos hindus em honra de Shiva, a dança de Krishna que doutrina e educa; os egípcios também atribuíam à dança apenas um caráter de doutrina religiosa ou de culto aos deuses e ao seu faraó. A dança que já foi utilizada e valorizada pelos gregos de formas clássicas e poéticas, não teve tanto prestígio entre os romanos. É somente na Renascença que a dança irá desabrochar, introduzindo mudanças que certamente não mais terminarão. Essa transformação na Renascença aparece já nas primeiras sonatas. A dança dita profana adquiriu maior impulso a partir da renascença. Como profana, entendemos como aquelas que são populares e folclóricas. A dança profana é aquela cuja gestualidade é determinada pela visão da sociedade, como elementos morais que a visão “íntegra” ou pundonorosa de alguns segmentos religiosos condenaram. A França foi o país criador de vários gêneros de danças e festas, como também das próprias danças de salão com seus bailes de máscaras, criando também no século XVIII o minueto e divulgando a contradança. No século XVIII irão cair em definitivo as danças das cortes, entrando em cena as danças de origem burguesa, que durante o século XIX predominarão em todos os bailes, com vários tipos de ritmos, como por exemplo, a valsa, a mazurca, a quadrilha e o ritmo escocês ou chote. É na primeira metade do século XX que, além do surgimento de vários ritmos, outros tantos serão resgatados e mais divulgados, nascendo, por exemplo, o jazz, o tango e o samba, que serão bem difundidos. É neste século que vão surgir as primeiras preocupações com o folclore em geral. Na dança, além de todo o valor cultural que possui, existem também outros valores que ela pode proporcionar ao ser humano. Basta entender que a dança, dentre todas as formas de exercícios é a que consegue um resultado mais completo em favor do ser humano, desenvolvendo simultaneamente vários valores. E quais são esses valores que podemos desenvolver nos praticantes da dança? O VALOR FÍSICO : ela proporciona realmente um desenvolvimento de funções muito importantes para o ser humano. Desenvolve o ritmo, a resistência, o equilíbrio, a flexibilidade e a agilidade, melhorando ainda as funções digestivas, respiratórias e neuromuscular. VALOR MENTAL : desenvolve, em primeiro lugar, a atenção do aluno, sua memória, seu raciocínio, sua imaginação e, até mesmo, sua individualidade. VALOR CULTURAL : o conjunto de costumes, lendas, tradições, religião, história e idéias estão presentes na aprendizagem da dança, em especial da dança folclórica. Podemos transmitir conhecimento tanto de culturas regionais como nacionais e internacionais e sob os mais diversos aspectos, como música, indumentária, coreografia e gestualidade. VALOR SOCIAL : pela dança podemos trabalhar melhor com o aluno suas relações pessoais. A amizade com alguns indivíduos em especial ou com um grande grupo, a cortesia, a polidez, e o respeito são aspectos que, estimulados pela dança, serão normalmente utilizados no dia a dia. CALOR MORAL : através da dança podemos trabalhar também a cooperação, a disciplina, a autoconfiança, a iniciativa, a perseverança e a gentileza. VALOR RECREATIVO : a dança tornar-se-á recreativa quando executada com uma dedicação espontânea, o que certamente auxiliará no alívio do stress diário, proporcionando satisfação e maior equilíbrio emocional. VALOR TERAPÊUTICO : a formação do caráter e da personalidade do indivíduo que pratica a dança irá desenvolver-se com maior intensidade, pois a dança trabalha as reações neuro-musculares, devolvendo a autoconfiança aos tímidos ou aos menos favorecidos socialmente. A dança cria ou dinamiza vários valores que são de suma importância para o homem, tanto nas funções musculares e cardiovasculares como no campo do moral, valorizando o homem e suas tradições ou destas discordando, auxiliando a capacidade de escolha e criando boas opções nos mais diversos sentidos. A dança trabalha a iniciativa própria dentro de um ambiente sadio em que o praticante da dança irá descobrindo gradativamente suas potencialidades. Além dessas contribuições de significado moral, mais importante é o aspecto social da dança, pois certamente a relação do praticante da dança com o meio ambiente proporciona uma boa oportunidade de sociabilidade, sendo também uma terapia para vários problemas psicomotores. A sexualidade juvenil é fortemente estimulada na dança, sendo que esta faz despertarem novas relações e, de modo geral, maior sensibilidade nos praticantes da dança, com maior ou menor intensidade, é claro, dependendo de cada pessoa. E por que falaremos em aspectos culturais da dança? Porque toda dança contém traços de criatividade, que, tratando-se de arte regional, abrange heranças, usos e costumes peculiares a cada local, época ou ideologia. Em todos os momentos, porém, a dança deve estar sempre ligada ao prazer, pois sentir-se bem com a dança e passar aos que nos cercam este sentimento, é a essência da dança. |